A chuva fria cai
Trazendo o outono
As mudanças
Os espíritos.

O frio que corta e acaricia
Traz...
Alegria?
Não.
Nostalgia...

Traz memórias
Um conforto
Pensamento profundo
De que a vida não é só
O que se vê.



O guerreiro brandiu sua espada, estava prestes a sair da caverna de entrada e entrar no Vale da Morte. Teria de cruzar todo o vale para encontrar o grande Senhor do Escuro, e subjugar de uma vez por todas sua maldade. Suor escorria pelo seu rosto enquanto os vapores do Vale da Morte penetravam pela caverna.
Aos poucos a escuridão foi cedendo espaço para a luz lá fora, clarões eram vistos a cada minuto, resultado das erupções dos rios de magma que corriam pelo Vale. O guerreiro não sabia que tipos de monstros ou perigos encontraria por lá, assim manteve a espada erguida, atento a qualquer perigo.
Ouviu um chamado, uma voz sinistra gritava por seu nome no fim da caverna, como um desafio. Sorriu, saberia que o caminho seria difícil, mas estava no auge de suas forças. Apertou o cabo da espada e seguiu em frente, aproximou-se do fim da caverna, deu um passo e saiu em direção ao Vale da Morte, onde seu destino o aguardava.
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- Filho! Você vai se atrasar! Desça logo, o ônibus da escola chega daqui a pouco. E não esqueça o guarda-chuva, está chovendo aqui fora. – gritou a mãe impaciente para seu filho no quarto no andar de cima.
O garoto terminou de vestir o uniforme, jogou a mochila sobre os ombros e levantou da cama. Puxou o guarda-chuva e o manteve à mão, segurando pelo cabo. Desceu as escadas correndo, atravessou a sala e encontrou a mãe esperando sobre o beiral da porta. Chovia lá fora. Parou a alguns passos diante da porta aberta, respirou fundo, segurou o guarda-chuva e atravessou. Sua mãe foi atrás.
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Adentrando o Vale da Morte, o destemido guerreiro se viu acometido por uma chuva de lava, vinda das explosões do lago de lava à sua frente. Pegou seu escudo e pôs sobre a cabeça, protegendo-se dos projéteis de fogo. Olhou à frente, teria de atravessar o lago de lava para alcançar a outra margem, que levaria à Montanha Sombria, o lar do Senhor do Escuro.
Do alto, monstros alados circundavam o lago, apenas observando o intruso que saíra da caverna. Emitiam sons agudos, penetrando fundo no ouvido do guerreiro. Aproximou-se do lago, e percebeu que teria de saltar por blocos de pedra flutuantes ao longo do lago de lava. Assim, aos poucos foi saltando de um em um, protegendo-se dos projéteis de lava e tentando ignorar o granido dos monstros alados.
Chegando próximo à outra borda, pegou-se desprevenido. Um monstro gigantesco em formato de serpente emergiu das profundezas do lago e investiu contra o herói. Este não teve tempo de reação e acabou engolido pela besta. A luz se transformou em escuridão novamente, e o guerreiro tinha de lutar para viver.
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Saindo de casa, a chuva caía pesada e os únicos sons ouvidos eram o tamborilar da água caindo no guarda-chuva e o som de pássaros que voavam no céu, procurando um abrigo da chuva repentina. O garoto ergueu alto o guarda chuva para se proteger, mas olhou para o alto, observando os pássaros.
Contornaram a varanda da casa e chegaram ao quintal, cujo chão era coberto por uma grama fina, e tinha uma passagem coberta por pedras, formando um pequeno caminho até a portinhola que dava para a rua. O ônibus já ia virando a esquina. O menino começou a pular as pedras do quintal, uma a uma, com sua mãe a apressá-lo.
Chegaram à calçada e o ônibus já estava ali. O garoto entrou, despedindo-se da mãe, fechou o guarda-chuva e foi caminhando até o fundo do ônibus, onde seus colegas de escola o saudavam. O ônibus arrancou, indo em direção à escola. O menino sentou-se no fundo do ônibus e ajeitou a roupa e a mochila no banco.
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Engolido pela grande serpente, o guerreiro viu-se atirado nas entranhas pegajosas do monstro. Não poderia descer até o estômago da fera, ou seria digerido e sua aventura terminaria ali mesmo. Pegou sua espada e cravou na pele da fera, segurando-se para não cair mais em seu interior.
A besta graniu de dor, como se uma farpa tivesse agarrado em sua garganta. Não mergulhou de volta no lago, preferindo descer em terra, à beira da Montanha Sombria. O guerreiro forçou mais a espada nas entranhas da serpente gigantesca, sentindo a carne amolecer sob o fio do metal.
A dor estava começando a ficar insuportável, e a serpente tombou. O herói achou um ponto de apoio e começou a escalar e dilacerar o monstro por dentro. Em poucos momentos, atingiu a boca da serpente agonizante. Em um último golpe fatal, cravou a espada no céu da boca da besta e ela tombou, derrotada.
O guerreiro saiu, limpando-se dos pedaços pegajosos de dentro da serpente que ficaram sobre o seu corpo. Olhou em volta, estava do outro lado do grande lago de lava, a chuva de fogo já não caía mais. Em frente estava a grande Montanha Sombria, e lá dentro seu destino o aguardava.
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O ônibus levou apenas alguns momentos para chegar na escola. O garoto passara o caminho ora conversando com os colegas, ora olhando a chuva pela janela. Parecia estar um pouco mais distante que o usual. Voltou à realidade quando o ônibus freou, avisando-o que haviam chegado.
Todos fizeram fila para sair, e o menino foi um dos últimos. Aos poucos, as crianças foram descendo as escadas do ônibus e correndo para a escola. Quando desceu do ônibos, o menino percebeu que a chuva havia parado. Desceu com um salto, e levantou a cabeça, olhando a entrada da escola. Correu para dentro, como seus colegas.
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O guerreiro adentrou a Montanha Sombria, seus olhos demoraram a se acostumar com a escuridão. Percebeu logo que voltou a enxergar melhor que estava num labirinto. Começou a correr, pois não podia perder tempo, o Senhor do Escuro poderia descobrir que ele havia chegado e lançar sobre ele seus monstros.
Pensando nisso, percebeu que já era tarde. Ouviu o silvo ao longe de monstros alados. O seu inimigo deveria saber que já estava ali. O silvo se repetiu, alarmando-o a achar logo a passagem correta e livrar-se dos monstros. Correu mais, não procurando olhar para trás e ver quantos seriam. Provavelmente daria conta de todos, mas isso apenas o atrasaria.
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O menino entrou na escola e assim que pisou os pés no corredor, ouviu o sinal bater, indicando que os professores já estavam em sala e as aulas logo começariam. Apertou o passo por entre os corredores, com alguns colegas atrasados junto com ele ou logo atrás. O segundo sinal bateu, apressando-o mais.
Não demorou muito a achar sua sala, e viu que foi um dos primeiros a chegar. A professora já estava sentada em sua cadeira. Escolheu um lugar no meio da sala e se ajeitou, pondo a mochila para trás e tirando seu material. Era um aluno aplicado, quando não sentia sono durante as aulas.
Após todos os alunos chegarem em sala, a professora deu bom dia a todos, perguntou como estavam e começou a escrever uma matéria no quadro. Explicou algumas coisas enquanto escrevia e no final do texto que escrevera, colocou uma pergunta. Virou-se para a classe e perguntou quem saberia responder à questão. O menino rapidamente levantou a mão.
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Apressando o passo e sempre alerta, o guerreiro não demorou a achar a saída do labirinto. Conseguiu despistar os monstros em seu encalço. O final do labirinto dava numa passagem estreita de pedra, impossível de ser ultrapassada por qualquer um dos monstros alados. O guerreiro atravessou-a e viu-se num enorme salão aberto, sem saídas.
O salão era totalmente vazio com exceção da parede oposta à passagem estreita, que mostrava uma porta gigantesca com um grande rosto esculpido. O guerreiro aproximou-se do rosto, aparentemente adormecido. Tocou-o, tentando abrir a porta. O grande rosto adormeceu com um grito, fazendo o herói pular para trás por instinto.
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- Quem ousa passar por mim terá de acertar um enigma, ou morrerá. – disse o grande rosto na porta.
O guerreiro sorriu. Além de perito em combate, foi treinado pelos maiores mestre e sábios de seu reino. Era profundo conhecedor das ciências e das grandes questões do mundo. Seu treinamento o havia preparado para praticamente tudo. Ergueu-se e desafiou o grande rosto a dizer seu enigma, pois sabia que estava pronto para respondê-lo.
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A pergunta feita pela professora foi respondida corretamente pelo garoto, e ele ficou satisfeito. A aula transcorreu normalmente e passou rápido. Logo o sinal para o intervalo tocou, e as crianças correram, famintas e querendo brincar. A professora teve que se desviar da porta para não ser atropelada pela debandada de crianças.
Após comer seu lanche, o menino e seus amigos começaram a brincar de pique. Seu amigo era o caçador da vez, e começou a perseguir todos os outros, subindo e descendo as escadas no pátio do colégio e correndo através dos corredores. O menino conseguiu desviar-se sem ser pego. Tinha que escapar até o sinal bater.
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O rosto na porta fez seu enigma, e o herói respondeu sem problemas. Sentia-se mais confiante que nunca. Encontraria atrás daquela porta seu arqui-inimigo e então salvaria o mundo das garras do tirano. A porta abriu-se e ele caminhou até seu último desafio, espada em punho e coração palpitante.
Finalmente viu sentado em seu trono o grande Senhor do Escuro, um poderoso mago que sonhava governar todo o mundo. Este levantou-se e retirou o capuz, saudando irônico o grande herói. Os dois encararam-se por muito tempo e seus olhares pressagiavam uma batalha épica por vir. O destino de todos sairia daquele embate.
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Conseguiu! O garoto passou o recreio inteiro sem ser pego por nenhum de seus colegas. Celebrou a pequena vitória com um sorriso, subindo as escadas e voltando à aula. O restante do dia transcorreu normalmente, com mais algumas matérias no quadro e anotações no caderno. Mas o garoto tinha o olhar distante no finzinho da aula, parecia estar em outro lugar.
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A batalha fora tão épica que é impossível narrá-la ou colocá-la em alguma canção. Apenas o guerreiro sabia como fora difícil derrotar o grande Senhor do Escuro. Brandiu sua espada em sinal de vitória e olhou para cima. A Montanha parecia estar ruindo. Tudo ali era sustentado pela magia de seu inimigo derrotado.
O guerreiro puxou o pingente do pescoço do Senhor do Escuro, como sinal de sua vitória. Levaria à sua terra natal e mostraria a todos que o mal estava eliminado. Pôs-se a correr, pois tudo iria abaixo em poucos minutos. Atravessou o labirinto e o Vale da Morte, todos os monstros haviam sumido junto com a magia negra do mago.
Saindo no último segundo, o guerreiro afastou-se da caverna de entrada para o antigo Senhor do Escuro e viu tudo ruir às suas costas. Sentia um grande alívio e os músculos apenas agora começavam a doer. Fora a maior aventura de sua vida. Poderia voltar à sua terra e mostrar à todos que o mundo agora estava seguro. Sorriu de satisfação.
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O último sinal tocou e as aulas estavam encerradas pelo dia. As crianças correram para a entrada do colégio, onde os ônibus escolares as esperavam. O menino caminhava sozinho, alheio às coisas ao redor. Subiu no ônibus e esperou pacientemente o retorno ao doce lar. Sentia-se feliz consigo mesmo.
Chegando em casa, sua mãe já estava na calçada esperando-o. O ônibus parou e o menino desceu, pulando das escadas do ônibus. Encontrou-se com sua mãe e começaram a caminhar em direção à entrada de casa. Ela pôs as mãos na cabeça do filho e afagou-o, dando-lhe um beijo na testa.
- Como foi o dia na escola, querido? – perguntou-lhe, finalmente.
- Hoje eu salvei o mundo, mamãe. – sorriu o menino em resposta.
- Que bom que temos você, meu pequeno herói!
Os dois entraram em casa, e o trabalho do guerreiro estava feito.

Por Victor Hugo Couto

Tudo começou assim
Você me viu eu te vi
Conversamos...
E de repente
Uma amizade brotou.

Contávamos tudo
Alegrias e tristezas
Foram compartilhadas
Um companheirismo que dava uma sensação leve e sincera.

Sonhei demais novamente...
Amigo, meu querido amigo
Para onde você foi?
Por que você sumiu?

Serei eu a culpada?
Por acreditar demais
Esperar demais
Com essa minha vã ingenuidade 
Acreditar que cada amizade guardada
É pura e resiste à tudo?

Você sumiu
Me pôs de lado
E eu covarde demais para te buscar
Fico aqui com essa ferida aberta
Tentando entender
Aonde essa amizade foi parar.

Eu preciso dela!
Minha pequena bolha de sabão,
Flutuando com suas cores brilhantes
Me leva embalada
À um mundo de sonhos.

Eu Preciso!
Ficar dentro dela por aqueles preciosos momentos
Apenas pensando que tudo ficará bem e que nada irá me machucar.
Para só então , voltar lentamente ao solo.

Por quê você estragou isso?
Por quê você tinha de fura-la de maneira tão descuidada me fazendo cair ?
Por quê você não me ouve?

Tudo que eu queria era esse meu momento sem pensar...




Dia após dia
Os carros vem e vão
Vários rostos
Espelhos uns dos outros.

A inspiração falta.
Será que existe algo de especial no mundo?
Essa rotina imposta me faz questionar
Viver e sobreviver se misturam
E tudo parece imutável.

Tudo igual
As mesmas arvores
As mesmas pessoas
O mesmo caminho
Sempre levando a lugar algum.

Todo dia as paredes em branco me encaram
Todo dia essa rotina torturante se repete
Trazendo uma vontade de não ser quem se é.
When your legs don't work like they used to before
And I can't sweep you off of your feet
Will your mouth still remember the taste of my love
Will your eyes still smile from your cheeks

Darlin' I will be lovin' you
Till we're seventy
Baby my heart could still fall as hard
At twenty three

I'm thinkin' bout how
People fall in love in mysterious ways
Maybe just the touch of a hand
Me, I fall in love with you every single day
I just wanna tell you I am

So honey now
Take me into your lovin' arms
Kiss me under the light of a thousand stars
Place your head on my beating heart
I'm thinking out loud
Maybe we found love right where we are

When my hair's all but grown and my memory fades
And the crowds don''t remember my name
When my hands don't play the strings the same way (mm)
I know you will still love me the same

Cause honey your soul
Could never grow old
It's evergreen
Baby your smile's forever in my mind and memory

I'm thinkin' bout how
People fall in love in mysterious ways
Maybe it's all part of a plan
I'll just keep on making the same mistakes
Hoping that you'll understand

That baby now (ooh)
Take me into your loving arms
Kiss me under the light of a thousand stars
Place your head on my beating heart
I'm thinking out loud
Maybe we found love right where we are

Baby now
Take me into your loving arms
Kiss me under the light of a thousand stars (oh darlin')
Place your head on my beating heart
I'm thinking out loud

Maybe we found love right where we are
We found love right where we are
And we found love right where we are

Link: http://www.vagalume.com.br/ed-sheeran/thinking-out-loud.html#ixzz3RIAgduuK


Sinto saudade do teu beijo
Do seu calor
Na minha pele.

Sinto saudade do companheirismo
Das brincadeiras
Das risadas
Na frente do computador.

Sinto saudade de te ver

Olhar em seus olhos
Enquanto você diz que me ama.

Sinto saudade da sua voz.

Da sua presença em minha cama
Roçar os pés
E conversar até dormir.

Os dias são semanas

E as semanas são meses
Sem você.
Essa saudade que enlouquece
E me dilacera.

Ai, saudade...